domingo, 10 de janeiro de 2010

A história

A sala São Paulo se localiza próximo à estação de metrô Luz e junto à estação de trem Júlio Prestes Cristiano Stockler das Neves/ Nelson Dupré; antiga estação de trens da Estrada de Ferro Sorocabana, hoje mais conhecida como Complexo Cultural Júlio Prestes.

A Sala São Paulo tem capacidade para até 1498 pessoas e é considerada a sede da maior e mais moderna sala de concertos da América Latina e foi construída com estrutura de concreto e alvenaria de tijolos no estilo Luís XVI com várias esculturas e com a presença de minuciosos detalhes, assim marcado pela sobriedade de ornamentos.

Em 1905 foi construída a primeira estação da Estrada de Ferro Sorocabana, depois em 1920 a construção da Estação Júlio Prestes, e em 1996 a construção da Sala de Concertos São Paulo.

O espaço hoje ocupado pela Sala São Paulo foi projetado em 1925, período em que a cidade se desenvolvia incentivado pelo café e pela ferrovia, sendo que a Estação Júlio Prestes seria a estação inicial da Estrada de Ferro Sorocabana, a principal veia de transporte de café em São Paulo. A área ocupa cerca de 25 mil m² e seu projeto arquitetônico foi de autoria de Cristiano Stockler das Neces e Samuel das Neves.

Em 1930 foram entregues ao público a ala das plataformas e o concourse. Logo depois, houve uma paralisação decorrente das consequências da Revolução de 1932, e 2 anos depois, a estação Júlio Prestes é inaugurada.

Vários fatores foram fundamentais para que a estação e também essa região caísse no esquecimento e abandono, como o fim da era de ouro do café, sem contar a degradação da região e do próprio transporte ferroviário.

Em 1990 surgiu a proposta de recuperar a estação e transformar parte do edifício na sede da OSESP (orquestra sinfônica do estado de São Paulo), podendo assim, receber qualquer tipo de concerto e possibilitando a apresentação de todos eles, pautada pela alteração do espaço da sala de concertos gerada pela flexibilidade do forro com painéis móveis. Fora isso, outro fator fundamental para uma boa apresentação é que os elementos de composição foram concebidos para a reflexão sonora multidirecional, demonstrando assim uma preocupação acústica além da preocupação simplismente arquitetônica.

Dozoito meses de obras e centenas de operários, técnicos especializados, modernas tecnologias, tudo transformaram a área central da estação, com um pé direito de 24 metros em uma das mais belas, modernas e completas salas de concertos do mundo.

A preocupação com o patrimônio cultural reflete a consciência de que não há desenvolvimento nem progresso, sem o cuidado com o passado. A recuperação, essa restauração do local é o resgate de uma importante época do passado da cidade, da história.




Trem chegando em Bauru. Estação ainda em construção com estruturas de madeira.



Estação Júlio Prestes em 10 de abril de 1939.

Estação:









Mapa dos assentos na sala

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